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Espasmo hemifacial

O que é
É uma contração muscular involuntária dos músculos de uma metade do rosto (face) inervados pelo nervo facial. Provoca contrações do tipo tônicas e ou cônicas confundindo-se muitas vezes com tiques motores.

Tipos
O principal tipo é de natureza idiopática, ou seja, sem uma causa definida. Existem, entretanto, casos que ocorrem após paralisia facial periférica, que são secundários a malformações vasculares e, excepcionalmente, tumores.

Causas

Não se sabe exatamente a causa. Acredita-se, por exemplo, que o tamanho da calota craniana possa ser um fator de risco, uma vez que crânios menores (especialmente fossa posterior menor) poderiam deixar o nervo facial mais vulnerável à compressão por estruturas vasculares, como alças da circulação posterior. 

Essas alças vasculares, por outro lado, tornam-se mais evidentes e excessivamente tortuosas nos pacientes com hipertensão arterial. Não é à toa que a hipertensão é um outro fator de risco conhecido para o desenvolvimento de espasmo hemifacial.

Sintomas

Os principais sintomas são os movimentos involuntários da face, que podem inclusive atrapalhar a visão - uma vez que o músculo orbicular dos olhos, que fecha as pálpebras, pode permanecer fechado a maior parte do tempo. É importante observar que esse é o único movimento involuntário que não desaparece durante o sono.

Diagnóstico

O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na correta valorização dos sinais e sintomas descritos. O profissional mais habilitado para tal interpretação é o médico neurologista, que é capaz de diferenciar a doença de outras que também afetam involuntariamente os movimentos do corpo, em particular, o rosto.

Entre os diferenciais que devem ser observados no diagnóstico destacam-se: tiques, blefaroespasmo, discinesias tardias, sincinesias faciais, mioquimias, entre outros. Os exames complementares, como tomografia cerebral, ressonância magnética, eletroneuromiografia da face, etc, servem apenas para avaliação de outros diagnósticos diferenciais. 

Tratamento

O tratamento padrão é a aplicação de toxina botulínica tipo A. O procedimento é relativamente simples, mas requer um profissional treinado, normalmente um neurologista. São injetados em diferentes pontos da hemiface quantidades ideais de toxina que conseguem abortar os movimentos involuntários da face. Em geral as aplicações são realizadas a cada 4 ou 6 meses, dependendo do caso. 

Os resultados da aplicação de toxina botulínica são superiores a todas as formas de tratamento com remédios. Os efeitos adversos mais comuns da aplicação de toxina botulínica no rosto são aqueles relacionados às paralisias indesejáveis de músculos da face, podendo levar a quedas da pálpebra ou assimetrias faciais. 

Microcirurgia para Descompressão do Nervo Facial estar indicada nos casos selecionados, cirurgias com técnicas de descompressão do nervo facial podem ser realizadas.

Prevenção

Não há como prevenir. O mais importante, atualmente, é identificar precocemente os pacientes portadores deste movimento involuntário e oferecer o tratamento padrão com toxina botulínica.

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